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Japão Lança Plano de Ação para Reduzir Suicídio Infantil
Governo japonês aprova pacote urgente de medidas que cruza tecnologia de ponta, apoio médico e incentivos às empresas para proteger crianças e jovens em risco.
Por Redação
Publicado em 09/06/2026 08:02
International
@Lusa

Tóquio, 09 jun 2026 (Lusa) — O Governo do Japão deu hoje luz verde a um plano de ação nacional desenhado para travar a escalada histórica de suicídios entre a população mais jovem. O novo pacote de medidas surge em resposta aos dados mais recentes e alarmantes do país e foca-se em duas frentes principais: o reforço da conciliação entre o trabalho e a vida familiar e a utilização de sistemas de inteligência artificial (IA) para monitorizar e detetar sinais precoces de perigo.

A Primeira-Ministra nipónica, Sanae Takaichi, assumiu a gravidade da situação durante a reunião do Conselho para a Promoção de Políticas para a Infância, um órgão que lidera e que colocou a prevenção da saúde mental dos menores no centro do debate. A governante sublinhou que a perda de vidas entre crianças e jovens é uma crise profunda que exige uma resposta imediata e rigorosa por parte de todas as estruturas do Estado.

O programa detalhado pelo executivo prevê a criação de conselhos de monitorização a nível regional e uma articulação muito mais estreita e direta entre a rede escolar e os serviços de saúde mental. Paralelamente, o plano vai recorrer a algoritmos de IA para ajudar a traçar perfis e identificar jovens em situações de vulnerabilidade extrema. No lado social, o Governo vai passar a premiar e incentivar financeiramente as empresas que facilitem a assistência à família e criem mecanismos de apoio à parentalidade.

De acordo com o Ministro da Infância, Hitoshi Kikawada, o objetivo é colocar todas as novas diretrizes em marcha no terreno antes do final deste ano, articulando os esforços de vários ministérios. A urgência deste plano é justificada pelos números oficiais da polícia e do Ministério da Saúde: no último ano, o Japão registou 538 suicídios de estudantes desde o ensino básico à universidade, o valor mais alto alguma vez contabilizado desde o início dos registos estatísticos em 1980.

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