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Mais de duas mil reclamações sobre táxis e TVDE no Livro de Reclamações Eletrónico
Setor regista um disparo de 25% nos protestos dos utilizadores, com os problemas de faturação e cobranças a liderarem as insatisfações.
Por Redação
Publicado em 20/06/2026 11:32 • Atualizado 20/06/2026 11:35
Nacional
@Lusa

Lisboa, 20 de junho de 2026 (Lusa) — A insatisfação dos passageiros com os serviços de táxi e das plataformas de TVDE continua em rota ascendente. Segundo dados partilhados este sábado pela Direção-Geral do Consumidor, a plataforma digital do Livro de Reclamações contabilizou um total de 2.164 ocorrências ao longo do ano de 2025, o que representa um crescimento substancial de 25% em comparação com o ano transato.

A tendência de subida não parece dar tréguas no ano corrente. Entre o início de janeiro e o passado dia 15 de junho de 2026, os consumidores já formalizaram 1.118 protestos contra estes operadores de transporte. Analisando os dados deste ano, as divergências relacionadas com a faturação surgem no topo da lista de queixas (258 casos), seguidas de perto por falhas no cumprimento do serviço contratado (173), problemas na qualidade do atendimento (172) e complicações com os pagamentos (137).

Este cenário replica o comportamento verificado nos anos anteriores. Tanto em 2024 como em 2025, os erros nas faturas e as dificuldades nos métodos de pagamento foram os fatores que mais motivaram o descontentamento dos utentes, deixando para segundo plano as críticas à postura dos motoristas ou ao incumprimento das viagens.

Face a este panorama, a Direção-Geral do Consumidor — que superintende a plataforma digital de reclamações — lançou um alerta aos cidadãos, aconselhando uma verificação atenta das tarifas, modalidades de pagamento e regulamento do serviço antes de qualquer viagem. Caso surja algum diferendo, o organismo recorda que os utentes devem recorrer prioritariamente ao livro de reclamações digital ou procurar os centros de arbitragem de conflitos de consumo, que oferecem soluções rápidas e económicas. Adicionalmente, as denúncias podem ser reencaminhadas de forma direta para a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), o regulador que fiscaliza o setor.

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