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Ministro da Economia quer portugueses ao nível do rendimento europeu dentro de 20 anos
Castro Almeida criticou as três décadas de estagnação do poder de compra por habitante e garantiu que o Executivo tem uma estratégia para acelerar a produtividade nacional.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 23:35
Economia
@Lusa

Coimbra, 29 jun 2026 (Lusa) — O ministro da Economia e da Coesão Territorial assegurou esta segunda-feira, em Coimbra, que o Executivo delineou uma estratégia estruturada para dinamizar a atividade económica nacional, estabelecendo como meta colocar o padrão de vida dos cidadãos nacionais em linha com a média da União Europeia no prazo de duas décadas. No encerramento da conferência “Um Estado que simplifica, um Estado que responsabiliza”, organizada pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Castro Almeida sublinhou a urgência de implementar novos mecanismos de estímulo que tornem o mercado português mais competitivo, impulsionando a produtividade tanto no tecido empresarial como nas qualificações do trabalho.

confrontado com as recentes atualizações demográficas e o respetivo impacto no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), o governante admitiu que o real desfecho sobre a riqueza gerada por cidadão ainda carece de dados definitivos, mas antecipou que os relatórios finais devem confirmar um diagnóstico preocupante. O ministro sustentou que a riqueza individual no país se encontra bloqueada no mesmo patamar há mais de trinta anos, frisando que a sociedade portuguesa não se pode conformar com este cenário de imobilismo. Segundo a perspetiva de Castro Almeida, embora a economia e o número global de habitantes tenham registado uma curva ascendente, a distribuição dessa riqueza por habitante mantém-se inalterada, exigindo uma transformação profunda no modelo económico atual.

O titular da pasta da Economia defendeu que não existem motivos estruturais que condenem os portugueses a usufruírem de condições inferiores à média europeia, justificando assim a pertinência do plano delineado pelo Ministério para quebrar este ciclo ao longo dos próximos vinte anos. A estratégia governamental passará, prioritariamente, por uma aposta firme na valorização do emprego e na qualificação das funções desempenhadas, o que se traduzirá num aumento progressivo dos salários e dos rendimentos líquidos dos trabalhadores por via do aumento da produtividade real. O encontro setorial, que decorreu nas instalações do Convento São Francisco, reuniu ainda figuras de relevo autárquico e governativo, incluindo os líderes da ANMP, do município conimbricense e o ministro Adjunto e da Reforma do Estado.

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