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Incêndios: Interior de Portugal continental em risco máximo e muito elevado
Cerca de duas dezenas de municípios estão em alerta vermelho esta terça-feira, numa altura em que o IPMA prevê termómetros a roçar os 43 graus e um agravamento generalizado da ameaça florestal.
Por Redação
Publicado em 30/06/2026 08:42
Nacional
@Lusa

Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa) — Quase duas dezenas de concelhos inseridos nos distritos de Bragança, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro encontram-se esta terça-feira sob o nível mais crítico de ameaça de fogos rurais, com as restantes regiões do interior do território continental a registarem também múltiplos municípios colocados em patamar de vulnerabilidade muito elevada. O aviso meteorológico surge em consonância com as notas informativas emitidas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que antecipam o início de um ciclo prolongado caracterizado por tempo extremamente quente e ambiente seco na maioria das regiões. Segundo os especialistas em meteorologia, as previsões apontam para que os termómetros consigam atingir marcas térmicas máximas na ordem dos 43 graus Celsius nas zonas geograficamente mais expostas.

A escalada da canícula deverá sentir-se de forma mais acentuada já a partir de quarta-feira, dia 1 de julho, afetando prioritariamente as bacias hidrográficas do Vale do Tejo e as planícies da região do Alentejo, estimando-se que a bolha de calor se estenda progressivamente ao restante território nacional até ao encerramento da semana. Perante este enquadramento climatérico adverso, o potencial de deflagração e propagação de incêndios vai sofrer uma forte deterioração. Os modelos analíticos do IPMA projetam que, entre a próxima quinta-feira e o dia 8 de julho, praticamente toda a extensão de Portugal continental fique mergulhada num cenário de risco máximo e muito elevado, obrigando a um reforço da vigilância e à mobilização preventiva de meios de proteção civil.

O índice oficial que determina a severidade dos incêndios rurais em solo nacional encontra-se balizado por uma escala técnica composta por cinco níveis distintos, balançados entre a categoria mais ligeira e o pico de alerta. Para traçar o mapa diário de risco em cada ponto do país, os cientistas do instituto público processam e cruzam variáveis atmosféricas recolhidas de forma contínua, avaliando indicadores concretos como a temperatura atual do ar, as taxas de humidade relativa registadas, a intensidade e direção das rajadas de vento, bem como a volumetria total de precipitação acumulada ao longo das últimas 24 horas.

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