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Taxa de inflação recua para 3,2% em junho - INE
O indicador homólogo registou uma ligeira perda de força de 0,1 pontos percentuais face a maio, influenciado pela descida dos combustíveis, enquanto a inflação subjacente inverteu a tendência e acelerou.
Por Redação
Publicado em 30/06/2026 11:18
Economia
Foto:Direitos Reservados

Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa) — O ritmo de crescimento dos preços em Portugal registou uma ligeira moderação no decorrer deste mês, fixando-se nos 3,2%, de acordo com a estimativa rápida divulgada esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta evolução no Índice de Preços no Consumidor (IPC) representa um desagravamento de 0,1 pontos percentuais em comparação com o registo oficial apurado no mês de maio. De forma inversa, o indicador de inflação subjacente, que exclui as componentes tradicionalmente mais voláteis como a energia e os produtos alimentares não transformados, deu sinais de maior pressão ao avançar para uma variação homóloga de 2,5%, traduzindo-se num incremento de 0,3 pontos percentuais face ao período anterior.

Este alívio na taxa de inflação global foi impulsionado essencialmente pelo comportamento do cabaz energético, cuja taxa de variação recuou de forma expressiva para os 9,1% — contra os 13,1% identificados em maio —, refletindo a tendência de queda que se fez sentir nos preços dos combustíveis à escala nacional. Paralelamente, a classe dos bens alimentares não transformados também contribuiu para esta dinâmica de desaceleração, vendo a sua taxa homóloga resvalar de 5,7% para 5,2%. Na variação em cadeia, o IPC fixou-se em 0,1%, ao passo que a média dos últimos 12 meses resvalou ligeiramente para os 2,6%. Já no plano europeu, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português manteve-se estável nos 3,1%, aguardando-se agora a validação e publicação dos dados finais e definitivos desta folha macroeconómica para o próximo dia 10 de julho.

A par desta conjuntura doméstica, o Banco Central Europeu (BCE) partilhou dados sobre o sentimento macroeconómico que revelam que as previsões dos consumidores da Zona Euro quanto à inflação a um ano sofreram um recuo substancial em maio, fixando-se numa mediana de 3,5%. Apesar desta quebra para mínimos desde fevereiro, a instituição liderada por Christine Lagarde mantém uma postura de cautela, alertando que os níveis de incerteza permanecem superiores aos registados antes da escalada de tensões no Médio Oriente. O inquérito do regulador de Frankfurt detalha ainda que as famílias de rendimentos mais baixos e as faixas etárias mais maduras mantêm projeções mais pessimistas do que os jovens e as famílias mais ricas, num ambiente em que as expectativas de progressão salarial nominal na moeda única registaram uma ligeira melhoria na ordem dos 1%.

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