O agravamento progressivo das condições meteorológicas colocou a quase totalidade do território continental português numa situação de vulnerabilidade extrema. De acordo com as previsões e os índices de perigosidade das autoridades competentes, a esmagadora maioria dos concelhos do país encontra-se hoje sob risco máximo ou muito elevado de incêndio rural.
O cenário é motivado pela conjugação de três fatores críticos: temperaturas máximas invulgarmente altas para a época, níveis de humidade relativa do ar muito baixos e a previsão de vento forte, sobretudo nas zonas altas e na faixa costeira. Estas variáveis criam o que os especialistas chamam de "cenário ideal" para a rápida propagação de chamas e tornam qualquer foco inicial muito difícil de controlar.
Perante esta situação, a Proteção Civil e o Governo reforçaram os avisos à população. Estão proibidas as queimadas e o uso de fogo em espaços florestais, assim como a circulação ou permanência em várias massas florestais do país, para evitar comportamentos de risco.
O dispositivo de combate — que inclui meios terrestres e aéreos — já foi colocado no nível máximo de prontidão. As autoridades apelam à vigilância redobrada de todos os cidadãos, lembrando que a maioria dos incêndios tem origem humana, seja por negligência ou acidente. Qualquer sinal de fumo ou atividade suspeita deve ser reportado imediatamente através do número nacional de emergência (112).
Fonte - Lusa