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Chega vai votar contra propostas do PSD sobre perda de nacionalidade e lei das burcas
André Ventura acusa os sociais-democratas de "fazer o jogo do PS" e ameaça chumbar em definitivo os dois diplomas caso o texto original não seja respeitado.
Por Redação
Publicado em 02/07/2026 19:58
Nacional
@Lusa

Lisboa, 02 jul 2026 (Lusa) – O líder do Chega, André Ventura, anunciou hoje que o seu partido irá votar contra as modificações sugeridas pelo PSD na legislação sobre a proibição do uso de burcas e no decreto relativo à perda de nacionalidade portuguesa como pena acessória. A rutura entre os dois partidos coloca ambos os dossiês legislativos em risco iminente de caducar no Parlamento.

As declarações de Ventura foram feitas numa conferência de imprensa na Assembleia da República, antecedendo a apresentação de um terceiro texto alternativo por parte da coligação PSD e CDS-PP, que procurava suavizar a lei da nacionalidade através da redução da lista de crimes que justificam a perda da cidadania. O Tribunal Constitucional já tinha chumbado a versão anterior do diploma por inconstitucionalidade, mas o Chega recusa recuar e exige que o PSD se junte ao partido esta sexta-feira para reconfirmar o texto original chumbado pelos juízes.

O mal-estar estende-se também à chamada "lei das burcas". O Chega recusa liminarmente aceitar as alterações propostas pelo PSD, que alteraram o foco do projeto — inicialmente direcionado para a ocultação do rosto por motivos religiosos — para uma perspetiva puramente focada na segurança pública. Com o voto contra do Chega, a aprovação final de ambos os diplomas fica inviabilizada, tendo André Ventura atirado a responsabilidade para o partido do Governo, afirmando que o PSD terá de escolher entre "ficar sem nada" ou respeitar os consensos anteriormente estabelecidos à direita.

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