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Fogo Alastra em Vouzela e Lança o Pânico nos Distritos de Viseu e Aveiro
Mais de 10 mil hectares ardidos, dois feridos graves e centenas de bombeiros combatem uma frente violenta que já obrigou a evacuações no Caramulo e cortou a A25.
Por Redação
Publicado em 04/07/2026 10:34
Local
@Lusa

 

VOUZELA — O incêndio de grandes proporções que deflagrou na madrugada de quinta-feira em Tourelhe, na freguesia de Cambra (Vouzela), continua a concentrar as maiores preocupações das autoridades. O fogo, alimentado por condições meteorológicas extremas, avançou com grande velocidade e já consumiu uma área estimada superior a 10 mil hectares de floresta, afetando também habitações devolutas e anexos.

O balanço operacional mais recente aponta para dois feridos graves e mais de duas dezenas de assistidos por inalação de fumos e exaustão física. O combate às chamas mobiliza um forte contingente com mais de mil operacionais, apoiados por centenas de viaturas e meios aéreos.

O comportamento violento do incêndio e as projeções constantes empurraram a frente de fogo para além dos limites de Vouzela, atingindo os concelhos de Oliveira de Frades (onde destruiu uma fábrica de biomassa em Campia) e Tondela, o que obrigou à evacuação preventiva de várias populações na Serra do Caramulo. As chamas progrediram ainda em direção ao distrito de Aveiro, ameaçando a periferia de Águeda.

Circulação restabelecida nas principais vias

Apesar do forte impacto nas acessibilidades durante a tarde e início da noite, a situação nas principais redes de transporte da região tendeu a normalizar. A autoestrada A25, que esteve totalmente bloqueada ao trânsito entre os nós de Vouzela e Reigoso devido à intensidade do fumo, foi reaberta à circulação após a validação das condições de segurança pela GNR e Proteção Civil.

Também a circulação ferroviária na Linha do Vouga, que se encontrava suspensa preventivamente no troço entre Mourisca do Vouga e Águeda devido à proximidade das chamas, já foi totalmente retomada, segundo a confirmação oficial da Infraestruturas de Portugal (IP).

A Proteção Civil mantém o alerta máximo na região e reforça o apelo para que as populações locais evitem aproximações desnecessárias às frentes ativas e colaborem estritamente com as indicações das forças de segurança no terreno.

 

Fonte - Agência Lusa, com dados fornecidos pela GNR de Viseu, Infraestruturas de Portugal (IP) e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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