VOUZELA — O incêndio de grandes proporções que deflagrou na madrugada de quinta-feira em Tourelhe, na freguesia de Cambra (Vouzela), continua a concentrar as maiores preocupações das autoridades. O fogo, alimentado por condições meteorológicas extremas, avançou com grande velocidade e já consumiu uma área estimada superior a 10 mil hectares de floresta, afetando também habitações devolutas e anexos.
O balanço operacional mais recente aponta para dois feridos graves e mais de duas dezenas de assistidos por inalação de fumos e exaustão física. O combate às chamas mobiliza um forte contingente com mais de mil operacionais, apoiados por centenas de viaturas e meios aéreos.
O comportamento violento do incêndio e as projeções constantes empurraram a frente de fogo para além dos limites de Vouzela, atingindo os concelhos de Oliveira de Frades (onde destruiu uma fábrica de biomassa em Campia) e Tondela, o que obrigou à evacuação preventiva de várias populações na Serra do Caramulo. As chamas progrediram ainda em direção ao distrito de Aveiro, ameaçando a periferia de Águeda.
Circulação restabelecida nas principais vias
Apesar do forte impacto nas acessibilidades durante a tarde e início da noite, a situação nas principais redes de transporte da região tendeu a normalizar. A autoestrada A25, que esteve totalmente bloqueada ao trânsito entre os nós de Vouzela e Reigoso devido à intensidade do fumo, foi reaberta à circulação após a validação das condições de segurança pela GNR e Proteção Civil.
Também a circulação ferroviária na Linha do Vouga, que se encontrava suspensa preventivamente no troço entre Mourisca do Vouga e Águeda devido à proximidade das chamas, já foi totalmente retomada, segundo a confirmação oficial da Infraestruturas de Portugal (IP).
A Proteção Civil mantém o alerta máximo na região e reforça o apelo para que as populações locais evitem aproximações desnecessárias às frentes ativas e colaborem estritamente com as indicações das forças de segurança no terreno.
Fonte - Agência Lusa, com dados fornecidos pela GNR de Viseu, Infraestruturas de Portugal (IP) e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).