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Exames em atraso prometem chegar aos professores até ao final do dia — ministro
Fernando Alexandre abre as portas do quartel-general da digitalização e garante que "grandes obstáculos estão resolvidos" após recurso a consultora externa.
Por Redação
Publicado em 06/07/2026 16:10
Nacional
@Lusa

Mem Martins, Sintra, 06 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Educação revelou esta segunda-feira que cerca de 70% dos exames nacionais do secundário já se encontram distribuídos e antecipou que o restante lote chegue aos docentes até ao fecho do dia. O governante assegurou que, nesta fase, nenhum professor classificador está de braços cruzados por falta de provas.

Para acalmar os ânimos após os recentes problemas informáticos, o Ministério da Educação abriu as portas do centro de operações em Mem Martins, Sintra, onde estão concentradas as mais de 300 mil provas realizadas em papel pelos alunos do 11.º e 12.º anos. Este ano marca a estreia do modelo de correção digital, que exige que todas as folhas sejam digitalizadas antes da distribuição aos avaliadores.

Fernando Alexandre explicou aos jornalistas que os 30% de exames ainda retidos no armazém central aguardavam revalidação manual devido a pequenos erros detetados na primeira digitalização, mas garantiu que o envio seria concluído hoje. O ministro desvalorizou o cenário de paralisia, sublinhando que todos os docentes já têm em mãos uma fatia substancial de trabalho para corrigir até ao novo prazo limite de 14 de julho.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, aproveitou para explicar a origem da "trapalhada" tecnológica. Segundo o governante, uma falha na programação do sistema fez com que a plataforma não filtrasse os erros de digitalização automaticamente, o que levou a que vários professores recebessem exames com páginas cortadas ou respostas incompletas. Para estancar a crise, o Ministério injetou o apoio técnico de uma consultora externa privada que ajudou a estabilizar o software.

Com os atrasos acumulados na semana passada, a tutela viu-se forçada a empurrar o calendário oficial. As notas da primeira fase, inicialmente previstas para dia 14, só vão ser afixadas a 17 de julho. Consequentemente, o arranque da segunda fase dos exames nacionais foi adiado da manhã de 16 de julho para a tarde de 20 de julho, terminando no dia 24 do mesmo mês. De forma a evitar novas surpresas, o Executivo está já a desenvolver uma ferramenta digital de monitorização que vai permitir controlar, em tempo real, o ritmo de correção de cada professor.

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