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Nuno Melo diz que “já se antecipa outra crise política” e avisa que PS e Chega vão ter desilusão
No arranque das jornadas parlamentares da AD, o líder do CDS e ministro da Defesa acusa a oposição de tentar travar o Executivo e ameaça com o veredicto dos eleitores nas urnas.
Por Redação
Publicado em 06/07/2026 20:23
Nacional
@Lusa

Cascais, Lisboa, 06 jul 2026 (Lusa) — O líder do CDS-PP, Nuno Melo, alertou esta segunda-feira para os sinais de uma nova tempestade política no horizonte. Na sua intervenção, o centrista sublinhou que se os "socialismos e extremismos" unirem forças para derrubar o atual Executivo, arriscam-se a sofrer um duro revés caso os portugueses sejam chamados a votar novamente.

A mensagem foi deixada durante a sessão de abertura das jornadas parlamentares da Aliança Democrática (PSD/CDS-PP), a decorrer em Cascais. Nuno Melo assumiu o protagonismo do evento na ausência do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que viajou para os Estados Unidos para acompanhar o jogo da Seleção Nacional. "O facto é que já se antecipa por aí outra crise política", lançou o também ministro da Defesa, optando por não especificar qual o gatilho imediato para esse cenário.

Ao longo do discurso, que visou diretamente o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, e o líder do Chega, André Ventura, Nuno Melo fez questão de vincar que a coligação governamental mantém um esforço ativo para garantir a estabilidade do país. "Nós sabemos que não governamos com maioria absoluta e realmente acho que não governamos com arrogância. Falamos, procuramos entendimentos", defendeu, avisando, contudo, que o Executivo está ciente de que a oposição se pode aliar para forçar eleições antecipadas bem antes do fim da legislatura em 2029.

Confiante no histórico da Aliança Democrática, o governante lembrou o crescimento eleitoral que a AD registou nas últimas idas às urnas e deixou um aviso claro aos partidos da oposição. Nuno Melo afirmou acreditar que o eleitorado sabe distinguir "quem cumpriu e quem traiu o mandato" e rematou assegurando que a coligação liderada por sociais-democratas e democratas-cristãos continua a ter nos seus resultados governativos o melhor argumento de defesa.

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