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Presidente enaltece condições para investir em Moçambique e espera que diferendo com Galp se resolva
António José Seguro recebe Daniel Chapo em Belém, defende solução para conflito fiscal "pelo diálogo e pelo direito" e esquiva-se a polémicas da política interna portuguesa.
Por Redação
Publicado em 16/07/2026 06:24
Nacional
@Lusa

Lisboa, jul 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, destacou ontem a estabilidade e a confiança que Moçambique oferece aos empresários portugueses, manifestando o desejo de que o impasse fiscal que envolve o Estado moçambicano e a Galp seja resolvido com base no respeito jurídico mútuo.

No Palácio de Belém, em declarações conjuntas ao lado do seu homólogo moçambicano, Daniel Chapo, o chefe de Estado português sublinhou que esta visita oficial — em paralelo com a participação no Fórum Euro-África — serviu para deixar claro o ambiente favorável ao investimento privado em Moçambique. Seguro frisou que a cooperação bilateral sai reforçada com esta transição para "uma nova geração de políticos" na liderança de ambos os países.

Questionado pelos jornalistas sobre temas quentes da atualidade nacional, nomeadamente os atrasos na classificação dos exames do secundário e os casos que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, o Presidente recusou pronunciar-se. "Eu circunscrevo as respostas exclusivamente à visita do Presidente de Moçambique", atalhou de forma pragmática.

Sobre o conflito fiscal que opõe a Galp a Maputo, decorrente da venda de uma participação num megaprojeto de gás natural nas Caraíbas africanas, Seguro adotou um tom de cautela diplomática. Garantiu que Portugal respeita plenamente a soberania fiscal moçambicana e defendeu que o assunto deve ser gerido com "serenidade e respeito institucional", esperando uma resolução "pelo diálogo e pelo direito".

Os dois líderes abordaram também a questão migratória, com Seguro a elogiar o percurso de integração mútua. Lembrou que há atualmente cerca de 13 mil moçambicanos a residir e a contribuir ativamente para a economia em Portugal, enquanto cerca de 40 mil cidadãos portugueses vivem e trabalham em território moçambicano, um fluxo humano que diz antever um futuro promissor para as duas nações.

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