Lisboa, 18 jul 2026 (Lusa) – O Museu Calouste Gulbenkian volta hoje a acolher o público com uma semana e meia de portas abertas e entrada totalmente livre, assinalando o arranque das comemorações das sete décadas de existência da prestigiada fundação lisboeta.
O icónico espaço cultural esteve encerrado durante os últimos 18 meses para uma modernização profunda. O objetivo da intervenção passou por recuperar a traça e a visão arquitetónica original de 1969, dotando simultaneamente as galerias de tecnologia de ponta no que toca à climatização, sistemas de iluminação e vitrinas com vidro antirreflexo. A coleção permanente surge renovada com o regresso de várias obras emblemáticas que se encontravam guardadas nas reservas — como caixas de ouro e estampas japonesas — e com a estreia de uma sala inteiramente dedicada à numismática antiga.
A grande novidade conceptual desta reabertura reside na famosa Sala Lalique. Sob a direção do novo líder do museu, Xavier Francesco Salomon, o espaço afasta-se da disposição original para promover um diálogo inédito entre as joias do mestre francês e pinturas da sua época. O dia inaugural, que arranca sob a anfitriadoria de António Feijó, conta com oficinas artísticas e culmina esta noite com um concerto de gala do Coro e da Orquestra Gulbenkian, com a aclamada soprano Sonya Yoncheva a interpretar clássicos da ópera europeia.
Esta grande festa cultural não se esgota no dia de hoje e vai estender-se até ao final do ano. Até dezembro, a agenda da Fundação Gulbenkian promete uma plataforma digital de acesso livre, o lançamento de um novo instituto de estudos avançados, exposições de cartazes históricos e um ciclo de cinema focado em lendas da música como os Beatles, Bob Dylan e Prince, cujas fitas serão comentadas por prestigiados críticos nacionais.