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Associações de doentes exigem comparticipação de novos fármacos contra o Alzheimer
Atrasos no financiamento público de terapias inovadoras continuam a criar desigualdades graves e a travar o acesso dos doentes portugueses aos tratamentos.
Por Redação
Publicado em 22/07/2026 10:07
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As associações que representam pessoas com doença de Alzheimer e os seus familiares voltam a erguer a voz para exigir que os novos medicamentos desenvolvidos para travar a progressão da doença sejam urgentemente integrados no sistema de comparticipação do Estado. A falta de apoio financeiro público está a criar uma barreira intransponível para a maioria das famílias portuguesas.

Apesar dos avanços recentes na medicina, que permitiram o surgimento de tratamentos capazes de atrasar o impacto do declínio cognitivo na fase inicial da doença, o custo destes tratamentos continua a ser proibitivo. Sem a ajuda do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou de subsídios estatais, apenas uma reduzida minoria com elevados recursos económicos consegue aceder a estas terapêuticas.

"Não podemos aceitar que o acesso à saúde e à qualidade de vida na velhice dependa da carteira de cada doente", alertam os representantes do setor, sublinhando que cada mês de atraso nas decisões de financiamento representa uma perda irreversível na autonomia e capacidade cognitiva dos doentes.

Para além do apelo à comparticipação imediata, as estruturas de apoio e os médicos especialistas destacam a necessidade contínua de investir no diagnóstico precoce. Afinal, a eficácia destes novos medicamentos depende diretamente de serem administrados nas fases iniciais da doença, tornando ainda mais urgente a criação de uma estratégia nacional integrada e acessível a todos.

Fonte- Lusa

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