O descontentamento com as notas obtidas nas exames nacionais do ensino secundário levou a uma vaga sem precedentes de contestações este ano. Ao todo, a tutela registou cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas, o que representa um disparo expressivo de 43% face aos valores verificados no período homólogo do ano anterior.
A subida acentuada reflete a crescente ansiedade dos estudantes na corrida às vagas da faculdade, onde décimas de ponto podem ditar a entrada no curso pretendido.
O que acontece agora aos exames reavaliados?
Novo corretor: Cada prova contestada é submetida a um docente distinto do que atribuiu a nota inicial.
Flutuação de nota: O processo de reapreciação é soberano, o que significa que a classificação final tanto pode subir como descer, conforme a reavaliação do novo perito.
Impacto nas candidaturas: As alterações resultantes deste processo serão integradas nas fichas ENES dos alunos a tempo das fases de candidatura ao ensino superior.
A subida exponencial nos recursos deixa transparecer não só a insatisfação com os critérios de correção ou resultados obtidos, mas também a necessidade redobrada que os alunos sentem em espremer cada margem de melhoria na sua média final.
Fonte-Lusa