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Pedidos de revisão de exames sobem 43% para 8.900
O transição para a classificação digital gerou instabilidade entre os estudantes do Ensino Secundário, provocando uma vaga de recursos sem precedentes.
Por Redação
Publicado em 24/07/2026 21:42
Nacional
@Lusa

Braga, 24 jul 2026 (Lusa) — A contestação às notas do Ensino Secundário sofreu um agravamento expressivo durante a primeira fase do presente ano letivo. O Ministério da Educação contabilizou cerca de 8.900 requerimentos de reapreciação de exames, valor que traduz um salto de 43% quando comparado com os 6.200 pedidos registados no mesmo período do ano anterior.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu publicamente na Universidade do Minho que a instabilidade provocada pela introdução da correção em formato digital esteve na origem desta corrida aos recursos.

“Com toda a incerteza que existiu com o processo de classificação digital, houve 8.900 pedidos de reapreciação das provas, contra os cerca de 6.200 do ano passado”, reconheceu o ministro da Educação, Fernando Alexandre.

Além do volume de pedidos, o processo continua ensombrado por erros de atribuição de exames. Até ao final de quinta-feira, contabilizavam-se cerca de 600 estudantes afetados por falhas técnicas nas provas disponibilizadas para consulta, uma anomalia que a tutela considera residual no universo de 290 mil exames realizados.

Dado que o prazo de contestação só se inicia após o acesso efetivo à prova, e havendo ainda candidatos sem nota ou acesso ao documento, prevê-se que o número total de reapreciações continue a aumentar nos próximos dias.

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