Os sinistros rodoviários registados durante o ano passado voltaram a evidenciar o impacto severo do consumo de bebidas alcoólicas na condução. Segundo dados revelados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), dos 282 condutores mortos e submetidos a autópsia pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, 42% apresentavam vestígios de álcool no sangue.A dimensão do problema torna-se mais crítica ao analisar os níveis de alcoolemia registados:
Taxa de crime (≥ 1,2 g/l): 68 dos condutores vitimados (cerca de um em cada quatro do total de autopsiados) seguiam ao volante com uma concentração no sangue igual ou superior ao limite criminal.
Infração grave (≥ 0,5 g/l): Um grupo de 85 condutores ultrapassava a fasquia a partir da qual a lei estabelece uma contraordenação grave.
Total de automobilistas com álcool: 117 dos condutores analisados tinham consumido bebidas alcoólicas antes do acidente fatal.O cenário estende-se também aos restantes passageiros e peões envolvidos nas ocorrências. Ao contabilizar o universo global de 404 vítimas mortais autopsiadas no mesmo período, apurou-se que 158 pessoas — cerca de 39% do total — tinham presença de álcool no organismo no momento do sinistro. Os indicadores reforçam o alerta das autoridades para a urgência de comportamentos mais responsáveis nas estradas nacionais.
Fonte - Lusa