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PSD rejeita que ameaça de moção de censura do Chega enfraqueça o Governo
À margem da Universidade de Verão, Sebastião Bugalho minimizou o ultimato de André Ventura sobre o ministro Luís Neves e garantiu que o foco do executivo continua na resposta aos problemas dos portugueses.
Por Redação
Publicado em 29/08/2026 10:01
Nacional
@Lusa

Castelo de Vide, Portalegre, 29 ago 2026 (Lusa) — O porta-voz e vice-presidente do PSD, Sebastião Bugalho, desvalorizou esta sexta-feira a intenção manifestada pelo Chega de avançar com uma moção de censura ao executivo, negando com firmeza que tal aviso retire força política ao Governo liderado por Luís Montenegro.

À saída de um painel dedicado ao tema da habitação na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, o dirigente social-democrata rejeitou a leitura de que a iniciativa de André Ventura constitua um ultimato eficaz sobre a permanência do ministro da Administração Interna, Luís Neves. Notando que o líder do Chega precisa de manter uma postura coerente e consistente nas suas afirmações, Bugalho sublinhou que os resultados concretos da governação — como as habitações entregues às populações — sobrepõem-se ao ruído e às ameaças da oposição.

A posição do PSD surge em resposta direta ao anúncio feito por André Ventura, durante uma iniciativa em Coimbra, no qual o presidente do Chega deu até ao início de setembro para que o primeiro-ministro afaste o titular da pasta da Administração Interna, prometendo formalizar a moção de censura no Parlamento caso a exigência não seja satisfeita.

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