O Chega formalizou a entrega de uma moção de censura contra o Executivo liderado por Luís Montenegro, levando ao limite a pressão política sobre a tutela do Ministério da Administração Interna. O anúncio oficial foi feito esta quarta-feira por André Ventura, que confirmou o envio imediato da iniciativa para a mesa da Assembleia da República.A decisão surge no auge da controvérsia que envolve Luís Neves, cuja continuidade no mandato é considerada insustentável pela bancada do Chega. Em declarações na Assembleia da República, André Ventura sustentou que a gravidade do cenário atual retirou a legitimidade ao governante para permanecer na liderança das forças de segurança, acusando o Primeiro-Ministro de optar pelo silêncio em vez de responder à crise institucional.
Consultas a Belém e Desafio à Oposição
Antes de avançar para a apresentação do documento parlamentar, André Ventura revelou ter mantido contactos diretos com o Palácio de Belém, confirmando duas conversas com o Presidente da República sobre o desenrolar da situação. Segundo o dirigente, a falta de desenvolvimentos ou de consequências políticas por parte do Executivo não deixou ao partido outra alternativa de atuação.
Falta de Iniciativa Executiva: O partido critica a ausência de justificações claras da parte de Luís Montenegro quanto à manutenção do ministro em funções.
Mecanismo Extremo: A moção de censura é apresentada como a única ferramenta constitucional restante para forçar uma redefinição governativa.
Estratégia Parlamentar: A iniciativa obriga o conjunto dos partidos do hemiciclo a assumir uma posição formal durante a votação do texto.
Com o documento entregue na Assembleia da República, abre-se agora o processo regimental para o agendamento do debate no hemiciclo, onde as restantes forças partidárias terão de ditar o desfecho da iniciativa promovida pela oposição.
Fonte Comunicado em direto á imprensa