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Ministra Da Justiça Garante Que 144 Mil Euros Para Destruir Químicos Incluía Mais Processos Além Do Atrelado
Rita Alarcão Júdice recusa choque de versões com Luís Neves, afasta responsabilidade na fragilização da PJ e remete esclarecimentos para auditoria do IGSJ.
Por Redação
Publicado em 05/09/2026 11:30 • Atualizado 05/09/2026 11:31
Nacional
Foto:Rodrigo Antunes

Lisboa, 04 set 2026 (Lusa) — A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, veio esclarecer que a verba de 144 mil euros orçamentada para a eliminação de substâncias químicas apreendidas pela Polícia Judiciária (PJ) não se destinava em exclusivo ao caso do atrelado da 'Operação Pacoba', cobrindo antes um conjunto mais alargado de inquéritos.

À margem da cerimónia de tomada de posse de novos conservadores, em Lisboa, a governante respondeu às questões suscitadas pelos esclarecimentos remetidos ao Parlamento. A ministra negou qualquer contradição com as explicações dadas anteriormente pelo atual ministro da Administração Interna e ex-diretor da PJ, Luís Neves, que justificara a cedência do atrelado a uma empresa privada devido aos custos incomportáveis de 150 mil euros para a destruição do material.

Rita Alarcão Júdice rejeitou que a atuação do Ministério da Justiça ou do Governo esteja a debilitar a reputação da Polícia Judiciária, atribuindo o desgaste da instituição a quem promove os ataques políticos. Em relação ao encaminhamento dos químicos e aos procedimentos adotados, a tutela aguarda pelas conclusões da auditoria em curso pela Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça, prevendo receber os relatórios finais até ao fecho do ano.

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