Lisboa, 04 set 2026 (Lusa) — A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, veio esclarecer que a verba de 144 mil euros orçamentada para a eliminação de substâncias químicas apreendidas pela Polícia Judiciária (PJ) não se destinava em exclusivo ao caso do atrelado da 'Operação Pacoba', cobrindo antes um conjunto mais alargado de inquéritos.
À margem da cerimónia de tomada de posse de novos conservadores, em Lisboa, a governante respondeu às questões suscitadas pelos esclarecimentos remetidos ao Parlamento. A ministra negou qualquer contradição com as explicações dadas anteriormente pelo atual ministro da Administração Interna e ex-diretor da PJ, Luís Neves, que justificara a cedência do atrelado a uma empresa privada devido aos custos incomportáveis de 150 mil euros para a destruição do material.
Rita Alarcão Júdice rejeitou que a atuação do Ministério da Justiça ou do Governo esteja a debilitar a reputação da Polícia Judiciária, atribuindo o desgaste da instituição a quem promove os ataques políticos. Em relação ao encaminhamento dos químicos e aos procedimentos adotados, a tutela aguarda pelas conclusões da auditoria em curso pela Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça, prevendo receber os relatórios finais até ao fecho do ano.