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Operação Teia: Ex-autarcas de Santo Tirso e Barcelos remetem-se ao silêncio no início do julgamento
Alegada rede de favores e corrupção envolveu câmaras municipais, um instituto público e empresas de comunicação, num esquema que terá gerado mais de 1,8 milhões de euros em património injustificado.
Por Redação
Publicado em 15/09/2026 11:50
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Imagem IA

 

O Tribunal de São João Novo, no Porto, deu esta terça-feira início ao julgamento da Operação Teia. Nesta primeira sessão, os principais arguidos — entre os quais se encontram os ex-autarcas Joaquim Couto (Santo Tirso) e Miguel Costa Gomes (Barcelos), a empresária Manuela Couto e o ex-presidente do IPO do Porto, Laranja Pontes — optaram por não prestar declarações, reservando esse direito para uma fase posterior do processo.

A acusação do Ministério Público sustenta que, entre 2011 e 2019, o grupo integrou uma rede de tráfico de influências e troca de favores políticos. No centro do esquema estaria a empresária Manuela Couto que, com a intermediação do seu ex-marido, Joaquim Couto, conseguia a adjudicação de contratos públicos de comunicação e marketing por ajuste direto nas autarquias e no IPO do Porto. Em contrapartida, o casal garantia aos decisores políticos o acesso e benefício da sua rede de contactos e influência no Partido Socialista.

O processo detalha irregularidades na contratação pública, subcontratações com margens de lucro inflacionadas e até o uso indevido de verbas e veículos autárquicos para fins pessoais. A vantagem direta obtida pelos arguidos ronda os 591 mil euros, tendo o Ministério Público identificado ainda 1,8 milhões de euros em património incongruente que exige que sejam revertidos a favor do Estado. Os arguidos respondem por dezenas de crimes de corrupção, prevaricação, peculato e participação económica em negócio, num processo que envolve também quatro empresas da área da comunicação.

Fonte - Tribunal de São João Novo (Porto) /Ministério Público /JN

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