Vila Nova de Gaia, Porto, 18 set 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, manifestou esta sexta-feira total convicção de que conseguirá viabilizar na Assembleia da República uma comissão parlamentar de inquérito focada na atuação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, na sequência do chumbo ou bloqueio das iniciativas anteriores.
À entrada para um debate sobre segurança no distrito do Porto, o líder partidário reforçou que "ninguém pode estar acima da lei, nem Luís Neves, nem nenhum outro", revelando ter transmitido ao Presidente da Assembleia da República o descontentamento pelo sucessivo travamento de um requerimento potestativo da sua bancada. "À terceira será de vez", assegurou o deputado, prometendo novos detalhes para sábado sobre a submissão do pedido que espera ver aprovado para arrancar já na próxima semana.
Confrontado com o decurso das investigações ao assalto e vandalização do gabinete do Chega no Parlamento e aos ataques à sede de Évora, Ventura desvalorizou as acusações de encenação feitas por forças opositoras, apontando que "uns optaram pela violência e outros pelo gozo e escárnio".
No plano económico, o líder da oposição desvalorizou o pacote financeiro de 38 milhões de euros anunciado pelo Governo para o setor dos transportes e combustíveis, prevendo um novo agravamento dos preços na próxima semana. André Ventura voltou a desafiar o Partido Socialista a colocar a "partidarite de lado" e votar ao lado do Chega no próximo dia 24 de setembro para viabilizar a redução do IVA dos combustíveis.