Portugal manifestou o seu apoio à implementação de mecanismos de compras conjuntas de gás natural a nível europeu, ao mesmo tempo que defendeu a necessidade de reforçar a capacidade de refinação do continente, de forma a garantir a segurança do abastecimento e mitigar o impacto da subida dos preços da energia sobre os consumidores e a indústria.
A posição portuguesa surge no âmbito do debate europeu sobre a resiliência energética e a redução das dependências externas. De acordo com fontes do setor, a participação em plataformas de aquisição agregada de gás permite à União Europeia utilizar o seu peso negociador para obter condições de preço mais favoráveis e assegurar o enchimanto regular das reservas estratégicas antes dos períodos de maior consumo.
Além das compras agregadas, o país sublinha a importância de preservar e otimizar as infraestruturas de refinação em solo europeu. A transição energética, segundo a visão nacional, deve decorrer de forma equilibrada, assegurando que o mercado dispõe dos combustíveis e derivados necessários para garantir a estabilidade económica enquanto se desenvolvem as energias renováveis e os gases renováveis, como o hidrogénio verde.
Portugal tem reiterado a importância da sua posição geográfica estratégica, nomeadamente através do Porto de Sines, como uma porta de entrada fundamental para o gás natural liquefeito (GNL) oriundo de diversos fornecedores mundiais, contribuindo ativamente para a diversificação das rotas de abastecimento da Europa.
As propostas relativas à consolidação do mercado interno da energia e à criação de mecanismos comunitários de emergência continuam a ser analisadas no seio dos conselhos de ministros da Energia da União Europeia, com vista a harmonizar as políticas nacionais e fortalecer a soberania energética europeia.
Fonte - Lusa