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Quem decide o futuro das rendas em Portugal é proprietário de mais de 1000 casas e terrenos
Uma análise às declarações de rendimentos revela que governantes e deputados envolvidos na reforma das regras de arrendamento detêm um vasto portefólio de casas e terrenos, gerando centenas de milhares de euros em rendas.
Por Redação
Publicado em 19/10/2026 11:19
Nacional
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Numa altura em que o debate sobre a crise da habitação e a reformulação das leis do arrendamento ganha novo fôlego político, um levantamento recente aos dados patrimoniais veio colocar o foco nos próprios decisores. Os membros do Governo e os deputados de vários partidos com assento parlamentar — nomeadamente PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP — acumulam, em conjunto, mais de mil imóveis sob a forma de habitações, terrenos e outras propriedades.

Os dados, extraídos das declarações de rendimentos entregues pelos titulares de cargos públicos, mostram que uma parcela significativa destes responsáveis acumula o estatuto de legislador com o de senhorio ou investidor imobiliário. Além do número expressivo de propriedades, que no total ultrapassa a fasquia de um milhar e está avaliado em dezenas de milhões de euros, foram também declarados avultados rendimentos prediais que ascendem a centenas de milhares de euros anuais. Vários governantes e parlamentares possuem ainda participações diretas em empresas dedicadas ao setor imobiliário.Esta concentração de património imobiliário entre os decisores políticos surge num momento particularmente sensível. O Parlamento prepara-se para discutir e votar alterações legislativas estruturais que pretendem dar maior margem de manobra aos senhorios e remodelar o mercado de arrendamento em Portugal.

A revelação alimenta o debate público e adensa as discussões em torno da transparência institucional e da potencial sobreposição de interesses na definição de políticas públicas que afetam diretamente o dia a dia e o orçamento das famílias portuguesas.

Fonte - Público 

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