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Aumento do salário mínimo em 50 euros "é significativo", assegura ministra do Trabalho
Ministra do Trabalho garante que subida de 50 euros no salário mínimo não é modesta para a realidade do país e reafirma intenção de cumprir o pacto social até 2027.
Por Redação
Publicado em 29/10/2026 13:22
Nacional
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A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, defendeu esta quinta-feira que a trajetória de valorização do salário mínimo nacional é expressiva e adequada à realidade económica do país, afastando uma revisão acelerada do acordo estabelecido na Concertação Social.

À margem da inauguração de uma unidade industrial no concelho de Felgueiras, a governante respondeu às exigências dos sindicatos, que pedem subidas mais rápidas em resposta à perda de poder de compra e ao custo de vida. Palma Ramalho lembrou que o compromisso assinado prevê um salto de 50 euros em 2027, elevando a remuneração mínima dos atuais 920 euros para os 970 euros.

"Se pensarem bem, até ao final da legislatura este acordo permite que haja um aumento do nível de rendimentos dos trabalhadores, ao nível do salário mínimo, de 34%. Portanto, isto não é pouco num país como Portugal", sublinhou a governante.

Apesar de referir que nenhum entendimento laboral é "completamente fechado", a ministra explicou que qualquer alteração dependeria de um novo consenso entre patrões e centrais sindicais. Como até ao momento as propostas dos trabalhadores não têm tido acolhimento da parte patronal — que considera não existirem razões para mexer na trajetória acordada —, o Executivo vai manter a meta que inscreveu na Proposta de Orçamento do Estado.

O debate em torno do salário mínimo ganha novo fôlego com os sindicatos a alegar que a inflação impõe um esforço maior, enquanto as confederações empresariais travam o avanço, apontando a necessidade de priorizar o cumprimento de outras medidas previstas no pacto social.

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