A campanha para as eleições presidenciais, que arranca formalmente hoje, deverá ser marcada por uma forte disputa pelo chamado voto útil e por um cenário político ainda em aberto, segundo a análise de vários politólogos. Para António Costa Pinto, a existência de uma segunda volta é praticamente certa, o que representa uma novidade relevante neste ciclo eleitoral.
Na leitura do politólogo, os principais candidatos vão concentrar esforços na mobilização dos eleitores, numa tentativa de captar votos estratégicos, num contexto em que a presença de um candidato da direita radical poderá baralhar os resultados finais. Costa Pinto sublinha que, apesar da ausência de surpresas nas candidaturas apoiadas pelo PS e pela AD, o fator diferenciador destas presidenciais é a persistência eleitoral de André Ventura, que poderá influenciar decisivamente o desfecho da primeira volta.
Já José Adelino Maltez considera que a campanha reflete uma certa banalização da política, apontando para a existência de quatro ou cinco candidatos muito próximos em termos de intenções de voto. Para o politólogo, esta quase igualdade contribui para um ambiente de incerteza e reforça a perceção de um processo eleitoral pouco polarizado, mas altamente imprevisível.
Com um quadro político fragmentado e sem favoritos claros, as presidenciais prometem uma disputa intensa, em que a definição do próximo Presidente da República deverá apenas ficar decidida na segunda volta.
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