A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou ao Governo interino da Venezuela que o país terá de cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba antes de poder ampliar a exploração e venda do seu petróleo, avançaram vários meios internacionais a partir de informações da ABC News.
Segundo estas fontes, a Casa Branca condiciona a retoma e expansão das exportações de crude venezuelano ao fim dos laços económicos com esses quatro países e à preferência de Washington nas vendas do petróleo pesado. Esta exigência faz parte de um esforço dos EUA para exercer maior controlo sobre a indústria petrolífera venezuelana e realinhar a política externa de Caracas com os interesses norte‑americanos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, terá transmitido a legisladores que os Estados Unidos acreditam poder pressionar o Governo venezuelano porque os tanques de armazenamento de petróleo estão cheios, e que a incapacidade de vender mais crude poderia levar o país à insolvência em poucas semanas.
Este movimento surge no contexto de um recente acordo em que a Venezuela se comprometeu a enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo para os EUA, negociados a preço de mercado, como parte de uma estratégia conjunta entre os dois países.
A exigência norte‑americana representa um grande choque geopolítico, já que Caracas mantém há décadas parcerias estreitas com Pequim, Moscovo, Teerão e Havana, especialmente nas áreas energética e financeira.
Até ao momento, o Governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez na sequência da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, não emitiu uma resposta oficial às exigências comunicadas por Washington. Contudo, a imprensa internacional relata críticas crescentes de países da região e avisos sobre o impacto que estas decisões podem ter na soberania e estabilidade da América Latina.
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