O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, rejeitou que o novo sistema de triagem tenha falhado no caso do homem de 78 anos que morreu no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro. Em conferência de imprensa, Mendes Cabral justificou a situação com a falta de ambulâncias disponíveis naquele momento e afirmou que “o INEM fez o seu trabalho”.
A vítima ligou pela primeira vez para o INEM às 11h20 de terça-feira, sendo classificada como prioridade 3, com previsão de acionamento de meios em até 60 minutos. Duas chamadas seguintes, às 13h29 e 14h05, reportaram a demora e, no último contacto, a vítima já estava em paragem cardiorrespiratória. Só às 14h09 foi enviada a viatura médica de Almada, que entretanto tinha ficado livre.
O novo sistema de triagem, em vigor desde 2 de janeiro, tem sido alvo de críticas, sobretudo por deixar doentes à espera mesmo quando há meios disponíveis. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar apontou “falha do Estado” e admitiu que o sistema pode ter contribuído para o desfecho trágico.
O caso motivou ainda intervenção política: o Bloco de Esquerda enviou perguntas à ministra da Saúde, pedindo esclarecimentos sobre a demora do socorro e as medidas que o Governo planeia adotar.
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