A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que vários hospitais do país têm já os planos de contingência ativados no nível máximo, face à forte pressão causada pelos casos de gripe. A governante admitiu ainda que o pico da doença poderá não ter sido alcançado, mantendo-se a preocupação com a lotação das urgências.
As infeções gripais continuam a fazer subir os tempos de espera hospitalar, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde muitos utentes aguardam mais de dez horas para a primeira observação médica. Apesar de desde o início da semana se registar uma ligeira redução destes tempos, a situação continua a ser considerada grave.
Ao final da manhã desta quarta-feira, no Hospital Garcia de Orta, em Almada, o tempo médio de espera para a primeira avaliação médica ultrapassava as dez horas. No Hospital Amadora-Sintra, um dos mais pressionados nas últimas semanas, o tempo de espera reduziu-se para cerca de oito horas e meia, mas a sobrecarga tem provocado demissões e alimentado críticas durante o período festivo.
Ana Paula Martins reconheceu também a existência de problemas estruturais no Serviço Nacional de Saúde, apontando a falta de médicos, enfermeiros, camas hospitalares e respostas adequadas para doentes em internamento social como desafios que exigem soluções rápidas.
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