Miguel Arruda, ex-deputado do Chega, foi formalmente acusado de 21 crimes de furto de bagagens em aeroportos, numa prática que se prolongou entre outubro de 2024 e janeiro do ano passado. De acordo com a investigação, Arruda aproveitava viagens entre os Açores e Lisboa para desviar malas desacompanhadas, retirando roupas, acessórios e outros bens de valor.
Os objetos mais valiosos eram entregues à mulher, também arguida no processo, enquanto o restante era colocado à venda na Internet. Esta rotina semanal só terminou com a intervenção da PSP, que acabou por detê-lo.
No último episódio antes da detenção, a 14 de janeiro, Arruda desviou três malas durante a hora de almoço. Em vez de se dirigir à sua residência em Lisboa, apanhou um TVDE e dirigiu-se rapidamente à Assembleia da República, onde tinha de participar numa audição urgente da Comissão de Agricultura e Pescas sobre a gripe das aves.
O caso revela a audácia do ex-parlamentar e levanta questões sobre a segurança e fiscalização das bagagens em aeroportos, além de gerar forte repercussão política pelo historial de Miguel Arruda como deputado.
FonteJNfotoarquivo