A Feira do Fumeiro de Vinhais regressa entre 5 e 8 de fevereiro para a sua 46.ª edição com ambição reforçada e uma estratégia inédita de promoção nacional e internacional. Este ano, o emblemático certame transmontano vai apresentar-se em Madrid, na Fitur – Feira Internacional de Turismo, e também em cidades como Braga, Porto e Lisboa, numa aposta clara em captar novos públicos.
O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes, garante que o evento será, uma vez mais, uma grande celebração da tradição e da identidade local, afastando preocupações quanto à coincidência do último dia da feira com uma eventual segunda volta das eleições presidenciais. “A feira é uma festa do concelho e do país”, sublinha.
O certame contará com 70 produtores, incluindo dois novos participantes, ambos do concelho e mais jovens, um sinal que o autarca destaca como particularmente positivo num território marcado pelo envelhecimento da população. Para Luís Fernandes, esta renovação prova que o fumeiro continua a ser uma atividade rentável e atrativa, fruto de um trabalho conjunto entre o município, a Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB) e a empresa municipal.
Entre as novidades desta edição está a venda de presunto fatiado, pensada para responder a novos hábitos de consumo, e o alargamento do horário do pavilhão de exposições às sextas-feiras e sábados, passando a encerrar às 22h. A medida pretende facilitar as compras de quem visita a feira ao final do dia e aproveita para jantar no recinto.
A Câmara Municipal investe cerca de 400 mil euros na organização do evento, que, segundo dados oficiais, gera um volume de negócios superior a seis milhões de euros, com forte impacto na economia local e regional. Para além dos enchidos, o certame impulsiona a venda de outros produtos tradicionais como mel, vinho, cuscos e artesanato.
A feira volta também a acolher as Jornadas Técnicas do Porco Bísaro, este ano dedicadas à nutrição e aos benefícios para a saúde dos enchidos de Vinhais, reforçando a ligação entre tradição, conhecimento e valorização das raças autóctones, para as quais o autarca reclama mais apoios como forma de dinamizar os territórios do interior.
Fonte: Jornal de Noticias / Foto: Arquivo