Von der Leyen pede ‘luz verde’ na UE a plano português para defesa após aval de Bruxelas
Publicado em 16/01/2026 03:00
International
FESTIVAL

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apelou esta quinta-feira, 15 de janeiro, à aprovação célere por parte do Conselho da União Europeia (UE) do plano de investimento em defesa apresentado por Portugal. O pedido surge um dia após o Colégio de Comissários ter dado o aval preliminar ao projeto português, que prevê o acesso a 5,8 mil milhões de euros em empréstimos com condições favoráveis.Investimento histórico na Defesa Nacional

O financiamento, enquadrado no novo Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE), representa o maior investimento de sempre nas Forças Armadas Portuguesas. O programa SAFE, que mobiliza um total de 150 mil milhões de euros a nível europeu, foi criado para permitir aos Estados-membros uma resposta rápida e avultada às atuais ameaças geopolíticas.

De acordo com o plano submetido pelo Governo português em novembro de 2025, as verbas deverão ser aplicadas em áreas críticas:

Capacidades Marítimas e Aéreas: Aquisição de novas fragatas e modernização de aeronaves.

Vigilância Estratégica: Investimento em satélites e sistemas de drones para o eixo Atlântico-Mediterrâneo.

Defesa Terrestre: Reabilitação e compra de veículos blindados e sistemas antiaéreos.

Ciberdefesa: Reforço das infraestruturas tecnológicas contra ataques digitais.

O caminho para o financiamento

Portugal integra o primeiro grupo de oito países (ao lado de Espanha, Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca e Croácia) a receber aprovação técnica da Comissão. Durante uma conferência de imprensa em Limassol — no arranque da presidência cipriota do Conselho da UE — Von der Leyen sublinhou que 2025 foi o ano com mais investimento em defesa na história da União e que a urgência atual exige que o Conselho valide os planos nacionais "sem demoras" para permitir a alocação imediata de verbas.

Os empréstimos do SAFE oferecem prazos de reembolso de até 45 anos, com um período de carência de dez anos, permitindo que Portugal execute estes projetos estruturais até 2030.

Fonte da Informação: Agência Lusa (notícia de 15 de janeiro de 2026), Diário de Notícias

Comentários