Dois dias após a passagem da depressão Kristin, o Município de Proença-a-Nova continua a contabilizar os danos provocados pela tempestade, que trouxe rajadas de vento superiores a 150 km/h. Mais de mil ocorrências foram já registadas, afetando habitações, empresas, escolas, pavilhões, estradas e outros espaços públicos e privados.
O presidente da Câmara, João Lobo, destacou que “a depressão devastou grande parte do concelho, com danos avultadíssimos, sobretudo ao nível das habitações, sendo muitas centenas com danos sérios”. Desde o primeiro momento, a autarquia está no terreno a avaliar os prejuízos, incentivando os afetados a documentarem os danos através de orçamentos ou faturas.
Em paralelo, a Câmara estrutura, em conjunto com o Governo, uma linha de apoio para ressarcir prejuízos de particulares, empresas e do próprio município. “Os prejuízos são vastos e atingem pessoas, empresas e a própria autarquia”, acrescentou João Lobo, garantindo que está em desenvolvimento um mecanismo de resposta à situação excecional.
O fornecimento de energia elétrica está a ser progressivamente restabelecido, mas ainda existem zonas com falhas intermitentes ou sem eletricidade, o que afeta também o abastecimento de água. O autarca apelou a que a população pratique consumo responsável de água enquanto decorrem os trabalhos de normalização, prevendo que o abastecimento completo seja restabelecido até sábado.
No plano social, houve registo de alguns feridos ligeiros e 11 pessoas ficaram desalojadas, com acompanhamento da Proteção Civil e dos serviços municipais. João Lobo agradeceu o apoio do Corpo de Bombeiros de Proença-a-Nova, Sapadores Florestais, Proteção Civil e demais entidades envolvidas, destacando a coordenação no terreno.
Fonte da notícia: Município de Proença-a-Nova
Fonte da foto: Imagem ilustrativa do Município de Proença-a-Nova