O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está a negociar com líderes cubanos depois de ter imposto direitos aduaneiros a países que vendam petróleo a Havana. Trump classificou Cuba como uma “ameaça invulgar e extraordinária” para a segurança nacional e política externa dos EUA.
Segundo Trump, Cuba enfrenta um declínio económico agravado pela perda do apoio da Venezuela, seu antigo fornecedor de petróleo. O Presidente norte-americano afirmou que as conversas com os líderes cubanos visam encontrar uma solução e revelou confiança em chegar a um acordo, embora não tenha dado mais detalhes.
Na semana passada, Trump assinou um decreto que permite aplicar tarifas não especificadas a qualquer país que forneça petróleo a Cuba, mantendo o embargo vigente desde 1962. O governo cubano respondeu negando que o país constitua uma ameaça à segurança dos EUA ou que apoie atividades hostis ou organizações terroristas.
Enquanto isso, a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou planos de enviar ajuda humanitária à ilha, incluindo alimentos e mantimentos, e declarou que procura formas diplomáticas de fornecer combustível por razões humanitárias, sem discutir diretamente o fornecimento de petróleo com Trump. A iniciativa mexicana surge como tentativa de aliviar a crise energética que afeta Cuba, onde a escassez de combustível já impacta a produção de eletricidade.
O caso mantém-se tenso, refletindo tanto as restrições económicas aplicadas pelos EUA como os esforços internacionais para evitar uma crise humanitária em Cuba.
Fonte:Lusa / REUTERS - Annabelle Gordon