Trump antecipa “boas notícias” da nova ronda de negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia
Publicado em 03/02/2026 07:51
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou esta segunda-feira otimismo quanto aos resultados da segunda reunião trilateral entre Washington, Kiev e Moscovo, dedicada à procura de uma solução para a guerra na Ucrânia, afirmando esperar “boas notícias” do encontro marcado para esta semana.

Em declarações aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, Trump afirmou que as conversações entre as três partes estão a decorrer num clima mais favorável. “Estamos muito bem com a Ucrânia e a Rússia. É a primeira vez que digo isto e penso que vamos ter boas notícias”, declarou.

O chefe de Estado norte-americano voltou a referir-se ao conflito como mais complexo do que inicialmente antecipara, reconhecendo que subestimou as dificuldades envolvidas. Trump admitiu ainda que confiou em excesso na sua relação pessoal com o Presidente russo, Vladimir Putin, sublinhando o elevado nível de hostilidade entre Moscovo e Kiev, nomeadamente entre Putin e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Trump atribuiu também a si próprio o mérito da recente trégua temporária nas linhas da frente, referindo que um contacto direto com o líder russo terá levado à suspensão de ataques durante uma semana, num período marcado por condições meteorológicas extremas na Ucrânia. Apesar disso, Kiev alertou que a Rússia redirecionou os bombardeamentos para infraestruturas logísticas e ferroviárias, mantendo a pressão militar.

A nova ronda de negociações terá lugar esta quarta e quinta-feira, em Abu Dhabi, dando continuidade ao encontro do mês passado, que marcou o primeiro contacto direto entre representantes ucranianos e russos desde o início do processo negocial.

 

As conversações, iniciadas nos Emirados Árabes Unidos em janeiro, visam aplicar um plano proposto pelos Estados Unidos para pôr fim a quase quatro anos de guerra, iniciada com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022. O processo continua, no entanto, bloqueado pelas exigências de Moscovo para a retirada das forças ucranianas dos territórios no leste do país reclamados pela Rússia, uma condição rejeitada por Kiev, que exige garantias de segurança contra futuras agressões.

Fonte:Sicnoticias / Foto:AFP

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