Cuba voltou a sofrer um apagão massivo que deixou cerca de 3,4 milhões de pessoas sem eletricidade nas províncias do leste da ilha — incluindo Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo — depois de unidades chave no sistema elétrico terem parado de funcionar esta quarta-feira à noite.
Segundo a estatal Unión Eléctrica, a falha ocorreu quando várias unidades das centrais termoelétricas de Felton e Renté foram desligadas do sistema, provocando a queda da rede elétrica naquela região. As equipas técnicas dizem estar a tentar restabelecer o abastecimento, mas ainda não há previsão precisa de quando isso acontecerá.
Este apagão surge no meio de uma crise energética profunda e prolongada em Cuba, marcada por défices persistentes de geração de energia e falta de combustível para as centrais elétricas, que já têm gerado apagões diários e prolongados em várias partes do país nos últimos anos.
Analistas e organismos internacionais alertam que a situação tem sido agravada por restrições às importações de petróleo devido a pressões económicas e políticas externas, o que compromete ainda mais a produção de energia no país e ameaça afectar serviços essenciais e as condições de vida da população.
O episódio é mais um sinal da fragilidade da infraestrutura energética cubana e da difícil situação que o país enfrenta, com impactos que vão além da eletricidade, tocando serviços públicos, transportes e a vida quotidiana de milhões de habitantes.