O Pontífice manifestou profunda preocupação com o fim de tratados de controlo de armamento, instando as potências mundiais a travarem uma nova escalada militar.
No final da audiência geral desta quarta-feira, o Papa Leão XIV lançou um aviso contundente à comunidade internacional sobre o perigo iminente de uma nova corrida ao armamento atómico. Com o aproximar da data de expiração de importantes acordos de desarmamento, o líder da Igreja Católica descreveu o cenário atual como um momento crítico para a sobrevivência da paz global.
O Fim do Diálogo Estratégico
O apelo surge num momento em que os últimos pilares da arquitetura de controlo de armas — que mantiveram uma estabilidade precária durante décadas — dão sinais de rutura. Sublinhou que a confiança entre as nações está a ser substituída pelo medo e pela demonstração de força, o que apenas alimenta a instabilidade.
"A paz não pode ser baseada no falso sentido de segurança oferecido pelo poder das armas," defendeu o Papa, reforçando que o investimento em ogivas nucleares retira recursos vitais ao combate à pobreza e às alterações climáticas.
Um Apelo à Responsabilidade Política
Para o Vaticano, a expiração de tratados sem que existam alternativas sólidas à mesa de negociações abre a porta a uma "insegurança mútua". O Santo Padre apelou diretamente aos chefes de Estado para que:
Retomem as negociações diplomáticas de alto nível;
Priorizem o bem comum acima dos interesses geopolíticos imediatos;
Invistam em mecanismos de transparência para evitar mal-entendidos militares.
O Pontífice concluiu a sua intervenção reiterando que a posse de armas nucleares é "imoral", não apenas o seu uso, apelando a que a humanidade escolha o caminho da fraternidade em vez da autodestruição.
Fonte - Agência Lusa