Amadora-Sintra detetou centenas de casos de mutilação genital feminina
Publicado em 05/02/2026 14:47
Saúde
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O Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) revelou um balanço expressivo da sua atividade nos últimos dez anos: entre 2014 e 2024, a instituição identificou e acompanhou mais de 500 mulheres e jovens sobreviventes de mutilação genital feminina (MGF).Estes números, que reforçam a importância da vigilância clínica em zonas de elevada diversidade multicultural, são fruto de um trabalho contínuo de sinalização realizado pelas equipas de obstetrícia e ginecologia.

Pontos-chave da realidade local:

Sinalização Ativa: A maioria dos casos é detetada durante o acompanhamento na gravidez ou em consultas de planeamento familiar.

Prevenção: O hospital foca-se não só no tratamento físico e psicológico das vítimas, mas também na sensibilização de famílias para evitar que a prática se repita em crianças das novas gerações.

Apoio Multidisciplinar: O acompanhamento envolve médicos, enfermeiros e assistentes sociais, visando uma abordagem humanizada a um trauma muitas vezes silencioso.

A MGF é reconhecida internacionalmente como uma violação grave dos direitos humanos. Em Portugal, este crime é punível por lei, e o Hospital Amadora-Sintra mantém-se como uma das unidades de saúde na linha da frente no combate a esta prática e no apoio à saúde reprodutiva e emocional das mulheres afetadas.

Fonte-Agência Lusa

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