Autarca de Montemor-o-Velho critica demora da autoridade ambiental na gestão das inundações
José Veríssimo acusa APA de impedir bombagem que retiraria água acumulada após subida do Mondego
Publicado em 08/02/2026 12:08 • Atualizado 08/02/2026 12:08
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Montemor-o-Velho

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, criticou esta segunda-feira a atuação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no contexto das recentes inundações no Baixo Mondego. Segundo o autarca, a APA não teria autorizado a ativação da única bomba instalada nas comportas do Foja, equipamento que permitiria retirar água acumulada na região, situação que classificou como uma "inoperância vergonhosa".

Questionado sobre o funcionamento do equipamento, Veríssimo inicialmente recusou comentar, referindo tratar-se de "mais uma vergonha". Mais tarde, acrescentou que a demora está ligada à alegada falta de autorização da autoridade ambiental para ligar a bombagem.

“Infelizmente as pessoas continuam sentadas na cadeira e não querem resolver os problemas”, disse o autarca, sublinhando a frustração local perante a situação. No sábado, várias ruas do centro de Montemor-o-Velho já tinham sido cortadas ao trânsito devido à subida das águas do Mondego.

As fortes tempestades que atingiram o país nas últimas semanas, provocadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, resultaram em 14 mortos e centenas de feridos e desalojados, além de danos materiais significativos, incluindo casas, empresas e infraestruturas afetadas. As regiões mais atingidas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros. Apesar de um dia “mais pacífico” em termos de vento, o IPMA alerta para precipitação que deverá aumentar ao final do domingo.

Fonte:Sicnoticias / Foto:noticiasdecoimbra

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