Estado aceita défice para salvar famílias e empresas após tempestades
Publicado em 14/02/2026 10:45
Economia
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Em declarações à SIC, o Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, garantiu que o equilíbrio das contas públicas não será um obstáculo ao apoio às populações e anunciou novos fundos para a reconstrução do tecido empresarial.O Governo português sinalizou uma mudança de prioridade na gestão do orçamento face à gravidade da situação meteorológica no país. Manuel Castro Almeida assumiu que, perante a necessidade de garantir o bem-estar dos cidadãos e a sobrevivência das empresas, o país poderá entrar em défice orçamental.

Equilíbrio financeiro ao serviço da população

Durante a sua intervenção na SIC, o ministro da Economia e Coesão Territorial sublinhou que a política de "contas certas" só faz sentido se estiver ao serviço das pessoas. Castro Almeida defendeu que o Estado deve intervir para assegurar o relançamento da economia e evitar que a capacidade exportadora nacional seja comprometida pelos danos das tempestades.

"Se for necessário [fazer défice], teremos de chegar a isso", afirmou o governante, colocando a recuperação social e económica acima das metas fiscais imediatas.

Novo concurso para zonas de calamidade

Sem avançar ainda com montantes específicos, o ministro revelou que está a ser preparado um apoio exclusivo para empresas localizadas em zonas de calamidade. Este novo concurso não servirá apenas para a recuperação física das instalações, mas pretende ser um incentivo para que as empresas se tornem mais robustas e modernas após a reconstrução.

Fonte:sic/Foto:DR

 

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