Três caças militares dos Estados Unidos despenharam-se no Kuwait após terem sido alegadamente abatidos “por engano” pelas defesas aéreas kuwaitianas, durante confrontos ligados à escalada militar com o Irão, confirmou o comando militar norte-americano para o Médio Oriente.
Segundo o United States Central Command (Centcom), o incidente ocorreu no decurso de um confronto que envolveu ataques iranianos com mísseis balísticos e drones. As autoridades norte-americanas afirmam que os três aviões de combate, do modelo McDonnell Douglas F-15E Strike Eagle, foram atingidos pelas defesas do Kuwait num episódio classificado como possível caso de fogo amigo.
Os seis militares que integravam as tripulações conseguiram ejetar-se dos aparelhos e encontram-se em segurança, tendo sido posteriormente transportados para uma unidade hospitalar onde permanecem estáveis.
O Kuwait reconheceu o incidente e manifestou disponibilidade para colaborar com os Estados Unidos na investigação das circunstâncias da queda dos aviões, que participavam numa operação militar designada “Fúria Épica” contra posições iranianas.
Poucas horas antes da confirmação oficial, o Ministério da Defesa kuwaitiano tinha comunicado que vários aviões militares norte-americanos tinham caído em território nacional, sem esclarecer inicialmente as causas do acidente, enquanto equipas de resgate eram mobilizadas para localizar os tripulantes.
A escalada militar na região intensificou-se após novos ataques com mísseis e drones lançados pelo Irão contra a base aérea de Ali al-Salem, no Kuwait, e contra alvos navais na zona norte do oceano Índico.
Entretanto, a embaixada norte-americana em território kuwaitiano alertou para a possibilidade de novos ataques e recomendou que cidadãos dos Estados Unidos se mantenham abrigados e sigam as orientações de segurança, numa altura de elevada tensão militar entre Washington e Teerão.
O conflito no Médio Oriente agravou-se após ataques conjuntos dos Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, operação que, segundo as autoridades aliadas, visa neutralizar “ameaças iminentes” da região.
Fonte e Foto:Lusa