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Governo pondera inspeção a escolas após entrada de influenciadores polémicos
Publicado em 03/03/2026 12:15
Nacional
Governo

O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, reagiu à investigação que denuncia a presença de criadores de conteúdos digitais em estabelecimentos de ensino, sublinhando que a responsabilidade final recai sobre os diretores escolares.Lisboa – O Ministério da Educação, Ciência e Inovação poderá avançar com uma investigação formal, através da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), às escolas que autorizaram a entrada de influenciadores digitais associados à exploração comercial da imagem e sexualização de menores.

A garantia foi dada esta segunda-feira pelo ministro Fernando Alexandre, em resposta a uma investigação publicada pelo jornal PÚBLICO. O governante classificou a situação como preocupante, não descartando o uso de mecanismos inspetivos para apurar como foi permitida a entrada destas figuras no espaço escolar.

Apesar da abertura para investigar, o ministro foi claro ao delimitar competências. Fernando Alexandre remeteu a responsabilidade direta para as direções das escolas, lembrando que cabe aos órgãos de gestão de cada agrupamento filtrar e validar quem interage com os alunos em contexto letivo ou extracurricular.

"A escola deve ser um espaço seguro e protegido", reforçou o ministro, apelando ao critério rigoroso das instituições perante propostas de figuras públicas cuja atividade possa colidir com os valores pedagógicos e a proteção da infância.

A investigação jornalística que desencadeou esta reação aponta para casos em que influenciadores, conhecidos por conteúdos que promovem a sexualização precoce e o lucro através da exposição de menores, tiveram acesso facilitado a recintos escolares. O caso reabre o debate sobre a literacia digital e o controlo parental e institucional sobre a influência das redes sociais no ambiente de ensino.

Até ao momento, não foram revelados quais os agrupamentos específicos que serão alvo de auditoria, mas o Ministério assegura que a prioridade é garantir que o ambiente escolar não sirva de plataforma para negócios que coloquem em causa a integridade dos alunos.

Fonte - Público / Foto:Miguel Lopes

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