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PCP acusa Governo de ignorar “questão grave” dos lucros perante crise
Paulo Raimundo critica ausência de medidas para travar especulação e considera insuficientes os apoios face ao aumento do custo de vida
Publicado em 27/03/2026 20:34 • Atualizado 27/03/2026 20:34
Nacional
Secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou o Governo de estar afastado da realidade das famílias, ao privilegiar uma leitura positiva dos indicadores económicos em detrimento do impacto do aumento dos preços no dia a dia da população.

O líder comunista critica o executivo de Luís Montenegro por apresentar um discurso centrado no “sucesso estatístico”, que, segundo afirma, não se traduz em melhorias no poder de compra nem na redução dos preços dos bens essenciais.

Paulo Raimundo apontou ainda a falta de medidas concretas para limitar as margens de lucro dos grandes grupos económicos, sublinhando que o Governo não tem intervindo na questão da especulação, em particular no setor dos combustíveis.

Estas declarações surgem no mesmo dia em que o Governo aprovou um pacote de apoios estimado em cerca de 150 milhões de euros por mês, destinado a mitigar o aumento dos preços dos combustíveis, na sequência da subida dos custos energéticos associada à guerra no Médio Oriente.

No entanto, o PCP considera que estas medidas são insuficientes e não respondem às causas estruturais da crise, defendendo uma maior intervenção do Estado na regulação dos preços e na limitação dos lucros.

O partido insiste que não deve ser a população a suportar os efeitos da crise, enquanto os grandes grupos económicos continuam a registar lucros elevados sem contrapartidas sociais.

Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida

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