Carlos César, presidente do Partido Socialista (PS), alertou este sábado para o que considera serem “coligações negativas” que podem colocar em causa princípios fundamentais da Constituição. A posição foi expressa no segundo dia do 25.º Congresso Nacional do PS, em Viseu.
O dirigente socialista defendeu que a oposição deve manter firmeza perante o que classificou como ameaças vindas de extremismos. Ao mesmo tempo, criticou o Governo, acusando-o de falta de abertura ao diálogo e de recusar cooperação com o PS.
Apesar das críticas, Carlos César sublinhou que o partido não se sente diminuído por procurar contribuir para uma melhor governação. Pelo contrário, defende que essa postura demonstra responsabilidade democrática e compromisso com o país.
O líder do PS destacou ainda a necessidade de o partido se afirmar como uma alternativa credível, sublinhando a importância de renovação interna e de adaptação aos desafios atuais da sociedade, incluindo as exigências económicas e sociais.
Carlos César abordou também o papel de António José Seguro na recente eleição presidencial, considerando que a sua vitória reforça os valores democráticos e o equilíbrio institucional. Alertou, contudo, para a necessidade de garantir o respeito pela Constituição e pelo funcionamento dos poderes políticos.
No plano governativo, o dirigente socialista criticou a atuação do Executivo em várias áreas, incluindo a resposta a desafios económicos e a reforma da legislação laboral, que classificou como pouco eficaz e distante dos objetivos de competitividade e estabilidade.
Apesar das divergências, Carlos César defendeu que o PS deve continuar a adotar uma postura construtiva, contribuindo para o funcionamento do país mesmo enquanto oposição, e ajudando a garantir estabilidade política.
Fonte:Lusa / Foto:Paulo Novais