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Ministro avisa: "O verão vai ser terrível" e pede esforço máximo na limpeza de terrenos
Publicado em 22/04/2026 14:41
Nacional
Ministro da Administração Interna, Luís Neves

O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, lançou um apelo "muito sério" aos portugueses para que se preparem para um verão que poderá ser extremamente difícil. O governante sublinhou a necessidade urgente de colaboração na limpeza de terrenos e áreas florestais, de forma a minimizar o risco de incêndios perante um cenário de perigo agravado.

"O verão vai ser terrível, pode ser muito difícil, há fatores novos, extraordinários, negativos, e, por isso, eu peço, em nome de todos, que cada um possa fazer o seu trabalho", afirmou o ministro. Luís Neves falava aos jornalistas na Guarda, à margem da inauguração da sede do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela.

Segundo o governante, o excesso de chuva nos últimos meses provocou um crescimento acentuado de mato. Além disso, as tempestades do início do ano deixaram milhões de árvores caídas e várias estradas obstruídas, criando uma acumulação de combustível perigosa. O ministro reforçou que o momento oportuno para a limpeza e identificação de dificuldades é "agora", antes que as temperaturas subam.

O apelo foi dirigido especialmente aos proprietários privados. Luís Neves lembrou que, embora a legislação recente dê mais margem de manobra ao Estado, o direito à propriedade privada impede que as autoridades entrem nos terrenos para realizar as limpezas sem autorização. Por isso, pediu que limpem o redor das casas e edificações e que sinalizem situações de risco.

Apesar do alerta severo, o ministro destacou o reforço de meios para este ano. A Proteção Civil contará com um apoio "singular" das Forças Armadas, focado na utilização de equipamentos pesados. O governante elogiou ainda a colaboração "inestimável" dos municípios e das juntas de freguesia no trabalho de antecipação.

Como exemplo de sucesso, foi citada a atividade do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO). Em apenas uma semana, esta estrutura já limpou três mil quilómetros de caminhos rurais e aceiros nos 22 concelhos mais afetados pelas tempestades de janeiro e fevereiro — o que representa quase um terço da meta total de 10 mil quilómetros.

Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida

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