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Chega formaliza proposta de comissão de inquérito à Operação Influencer centrada na intervenção de Costa
Publicado em 10/05/2026 21:36
Nacional
@Lusa

(lusa) - O Chega entregou este domingo no Parlamento a proposta para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer. O objetivo central é aferir a legalidade da intervenção do ex-primeiro-ministro, António Costa, em processos ligados ao lítio, ao hidrogénio e ao centro de dados de Sines.

A iniciativa surge após notícias recentes referirem que António Costa terá falado com o seu amigo Diogo Lacerda Machado sobre o projeto Start Campus. Para o Chega, estes factos contrariam a versão apresentada pelo ex-primeiro-ministro em novembro de 2023, quando garantiu que "nunca, em circunstância alguma" abordara esse tema com Lacerda Machado. No documento submetido, o partido afirma que as escutas divulgadas demonstram que houve quem "mentisse ao país".

A comissão proposta, com um prazo previsto de 120 dias, pretende apurar a "extensão da intervenção" de Costa e de outros membros do XXIII Governo Constitucional em três áreas específicas: a exploração de lítio nas minas do Romano e do Barroso, o projeto de hidrogénio em Sines e o 'data center' da Start Campus. O partido quer ainda avaliar a licitude dos atos praticados e investigar se existiram influências indevidas para a obtenção de benefícios privados.

Na exposição de motivos, o Chega critica duramente a demora da investigação judicial, notando que, passados dois anos e meio, o inquérito continua sem data de encerramento. O partido refere ainda que os procuradores trabalham "em part-time" e que ainda há perícias e audições por realizar.

Uma vez que o Chega já utilizou o seu direito de criar uma comissão de forma obrigatória (potestativa) nesta sessão legislativa, a viabilização desta nova iniciativa dependerá agora da aprovação pela maioria dos deputados em plenário.

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