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Preso colaborador de Maria Corina Machado ao regressar à Venezuela
Publicado em 18/05/2026 08:13
International
@Lusa

(Lusa) — O partido Vente Venezuela (VV), liderado pela figura da oposição Maria Corina Machado, denunciou a detenção de Ángel León pelas autoridades venezuelanas no passado domingo. O coordenador do Distrito Capital foi intercetado por via terrestre quando regressava ao país a partir da vizinha Colômbia.

De acordo com a força política, o contacto com o dirigente foi perdido numa operação de fiscalização rodoviária na rota Táchira-Barinas. Juntamente com León, foi também detido o taxista que o acompanhava, tendo sido confiscados os documentos e os telemóveis de ambos. O partido responsabilizou diretamente o governo venezuelano pela integridade física dos dois cidadãos e exigiu a sua libertação imediata. A companheira de León corroborou a denúncia, sublinhando que o ativista regressava para continuar o seu trabalho em prol da democracia.

A detenção surge num cenário de forte pressão sobre a oposição e a sociedade civil. Segundo os dados mais recentes da organização não governamental Justiça, Encontro e Perdão (EJP), a Venezuela regista atualmente 663 presos por motivações políticas. Entre os detidos contam-se dezenas de representantes partidários, civis e 27 cidadãos estrangeiros — incluindo cinco indivíduos com nacionalidade portuguesa.

O panorama tem motivado duras críticas por parte de defensores dos direitos humanos. O coordenador-geral da Provea, Óscar Murillo, alertou recentemente para a violação sistemática das convenções internacionais por parte de Caracas. Murillo acusou o executivo venezuelano de negar o direito elementar de assistência consular aos cidadãos com dupla nacionalidade, omitindo as notificações obrigatórias aos consulados respetivos e impedindo o acesso a uma defesa jurídica justa.

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