Paris — O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, instou esta segunda-feira as maiores economias mundiais a reforçarem as sanções internacionais contra o Irão. À entrada para a reunião do G7 de Finanças, que decorre em Paris até terça-feira, o governante norte-americano defendeu o endurecimento do combate ao financiamento ilícito que sustenta o aparelho militar de Teerão, conforme avançou a Agência Lusa.
Bessent apelou à união dos aliados ocidentais para manter uma coordenação asfixiante sobre os fluxos financeiros iranianos, sugerindo que esses recursos deveriam ser redirecionados em benefício da própria população local.
“Apelamos a todos os nossos parceiros do G7, e a todos os nossos aliados e ao resto do mundo, para que sigam o regime de sanções, de modo a que possamos combater o financiamento ilícito que alimenta a máquina militar iraniana e devolver esse dinheiro ao povo iraniano”, declarou o secretário do Tesouro antes do encontro com os seus homólogos da Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão.
A ofensiva diplomática e financeira contra o Irão foi colocada no topo da agenda de trabalhos de dois dias na capital francesa, partilhando o palco com debates cruciais sobre a estabilidade da economia global, a gestão de minerais críticos e o combate ao financiamento do terrorismo.
Na mesma intervenção, Scott Bessent aproveitou para sublinhar a importância do atual momento geopolítico, aludindo à recente viagem oficial que realizou a Pequim ao lado do Presidente Donald Trump, classificando-a como "muito bem-sucedida" no alinhamento comercial e estratégico com a China.
À margem da cimeira, a União Europeia fez eco da necessidade de rigor internacional. O comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, reforçou a posição ocidental ao pedir o fim célere do conflito no Irão, sem esquecer a manutenção da pressão económica sobre a Rússia e a urgência em corrigir os desequilíbrios na economia mundial.