Roma — As equipas de resgate localizaram os corpos de quatro dos cinco mergulhadores de nacionalidade italiana que perderam a vida na passada quinta-feira, na sequência de um trágico acidente numa gruta submarina nas Maldivas. A informação, avançada pela Agência Lusa, foi confirmada em simultâneo pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália e pela Força de Defesa Nacional do arquipélago no Oceano Índico.
O alerta inicial tinha sido dado no próprio dia do acidente, após o grupo de cinco cidadãos italianos não ter regressado de uma excursão de mergulho no Atol de Vaavu, situado a sul da capital, Malé. O primeiro corpo foi detetado logo na quinta-feira, mas os restantes quatro cadáveres foram encontrados apenas esta segunda-feira no interior da cavidade rochosa subterrânea, durante uma complexa operação conjunta de busca e salvamento.
Apesar da localização, as autoridades locais explicaram que os corpos ainda não foram trazidos para a superfície. Um porta-voz do Governo das Maldivas admitiu que a recuperação física dos corpos constitui uma operação de elevada perigosidade e complexidade técnica, estimando que o resgate final possa demorar vários dias.
De acordo com dados partilhados pela Universidade de Génova, este é já considerado o pior acidente de mergulho da história daquele destino turístico. Entre as vítimas mortais estão uma professora de biologia marinha daquela instituição de ensino superior, a sua filha, dois jovens investigadores e o respetivo instrutor de mergulho que os acompanhava. A tragédia foi ainda agravada pela morte de um dos mergulhadores da equipa de resgate, que faleceu no sábado durante as operações de busca.