Estocolmo — O Inter Ikea Group, a estrutura de gestão global que detém a marca e assegura o desenvolvimento dos produtos Ikea, anunciou esta segunda-feira a supressão de 850 postos de trabalho em todo o mundo. De acordo com o comunicado oficial divulgado pela Agência Lusa, a multinacional, que emprega atualmente 27.700 colaboradores, justifica a medida com a necessidade de reduzir custos operacionais e ganhar agilidade num mercado de retalho cada vez mais exigente. O plano de reestruturação deverá estar totalmente implementado até ao final do ano, estando já confirmada a extinção de 300 empregos na Suécia.
O diretor financeiro da holding, Henrik Elm, sublinhou que a organização se tornou "demasiado complexa e fragmentada", defendendo que uma estrutura simplificada permitirá acelerar a tomada de decisões e garantir a competitividade futura da insígnia. Este ajuste organizacional surge na sequência de um enfraquecimento dos resultados financeiros da gigante sueca do mobiliário, que fechou o ano fiscal de 2024/25 com uma quebra de 32% nos lucros líquidos, fixando-os em 1,5 mil milhões de euros. Além disso, no passado mês de março, o Ingka Group — responsável pela gestão da maioria das lojas em regime de franchising — já tinha avançado com o corte de 800 empregos sob os mesmos argumentos de eficiência.
Em declarações à Agência Lusa, a diretora de comunicação da Ikea Portugal, Cláudia Domingues, confirmou o processo de reorganização global, mas não especificou se o mercado português será diretamente afetado pela vaga de despedimentos. A responsável assegurou que a operação em Portugal tem vindo a otimizar a sua estrutura face à volatilidade do mercado, esclarecendo que, nos casos de extinção de postos ocorridos ao longo do ano a nível local, foram desenhados planos individuais para tentar realocar os trabalhadores afetados em novas funções dentro da empresa.