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Lavrov enaltece Trump por considerar exigências russas e alerta para obstrução europeia
Publicado em 18/05/2026 16:28
International
@Lusa

Moscovo — O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, destacou positivamente a postura da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, relativamente à compreensão das motivações de Moscovo no conflito em curso na Ucrânia. Em conferência de imprensa citada pela agência Interfax e divulgada pela Agência Lusa, o chefe da diplomacia russa contrastou a atitude de Washington com a das potências europeias, afirmando que os Estados Unidos demonstraram abertura para analisar as causas profundas da crise no Leste Europeu. Segundo Lavrov, este entendimento mútuo teve por base as linhas delineadas na cimeira de Anchorage, no Alasca, realizada em agosto de 2025.

Apesar do tom favorável direcionado à Casa Branca, o governante russo acusou diretamente o Governo de Kiev e os seus aliados europeus de operarem como os principais entraves à aplicação prática das propostas norte-americanas discutidas no Alasca. Paralelamente, Lavrov apontou a existência de pressões internas em setores políticos dos Estados Unidos para a manutenção de sanções económicas contra a Rússia, rejeitando a tese de que o conflito fosse uma exclusividade da anterior administração democrata de Joe Biden. No terreno, Moscovo continua a exigir a cedência definitiva das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, além da península da Crimeia, e a renúncia de Kiev à NATO como condições bilaterais para a paz.

Estas exigências territoriais, integradas no plano de paz desenhado por Donald Trump, permanecem inaceitáveis para a Ucrânia, que estipula um cessar-fogo prévio e garantias de segurança europeias antes de iniciar conversações formais. O impasse diplomático mantém-se desde a cimeira de 2025 entre Trump e o Presidente russo, Vladimir Putin, a qual terminou sem progressos declarados ou anúncios de tréguas prolongadas, prolongando as hostilidades militares que, desde fevereiro de 2022, já provocaram dezenas de milhares de vítimas mortais e pesados danos nas infraestruturas de ambos os países.

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